Já
faz
um
tempo
que
o
gênero
Animação
tem
ocupado
grande
destaque
nos
cinemas
de
todo
o
mundo.
Seja
pela
sua
impressionante
qualidade
técnica,
como
em
“Madagascar”
e
“A
Era
do
Gelo”,
ou
pela
sensibilidade
e
complexidade
de
seus
enredos,
a
exemplo
de
“Up
– Altas
Aventuras”
e
“Toy
Story
3”. Dirigido
por
Peter
Lord,
co-fundador
do
estúdio
Aardman,
dos
ganhadores
do
Oscar
“Fuga
das
Galinhas” (2000) e "Wallace
& Gromit
– A
Batalha
dos
Vegetais" (2005),
“Piratas
Pirados” (2012), apesar
de
ser
mais
infantil
que
as
produções
atuais
do
gênero,
também
promete
agradar
a
pais
e
filhos.
Quebrando
com
os
esteriótipos
do
pirata
e
repleto
de
humor
britânico,
o
roteiro
do
filme
conta
a
história
do
Capitão
Pirata
(voz
de
Hugh
Grant)
que,
sem
muita
habilidade
em
saquear
navios
e
ser
o
terror
dos
sete
mares,
sonha
em
conquistar
o
prêmio
de
pirata
do
ano,
concorrendo
com
os
experts
na
categoria
Black
Bellamy
(Jeremy
Piven)
e
Cutlass
Liz
(Salma
Hayek).
Junto
com
sua
tripulação,
que
permanece
fiel
apesar
dos
sucessivos
fracassos,
o
Capitão
vai
até
a
cidade
de
Londres,
onde
tem
sua
maior
aventura,
enfrentando
a
Rainha
Vitória
(Imelda
Staunton).
A
presença
de
personagens
reais,
como
o
cientista
Charles
Darwin
(David
Tennant),
é
uma
das
grandes
sacadas
do
filme.
Charles
e
seu
macaco
(referência à Teoria
do
Evolucionismo
e
a
lenda
de
que
Darwin
tinha
macacos
como
empregados),
iluminam
a
trama.
Polly,
a
ave
de
estimação
do
Capitão
(um
raro
Dodô),
também
é
um
dos
personagens
fundamentais
no
enredo,
razão
das
divertidas
confusões
em
que
o
Capitão
e
sua
trupe
se
metem.
O
roteiro,
baseado
em
“Os
Piratas,
em
Uma
Aventura
com
os
Cientistas”
(2004), um
dos
livros
da
série
“Os
Piratas”,
de
Gideon
Defoe,
que
mostra
um
lado
bem
atrapalhado
de
piratas
do
bem,
tem
sua
graça,
mas
não
surpreende.
Depois
dos
sucessos,
“Fuga
das
Galinhas”
e
“Wallace
& Gromit”
ficou
difícil
superar
as
expectativas
dos
fãs.
Apesar
disso,
tem
algo
que
salta
aos
olhos
dos
espectadores,
e
não
é
os
diálogos
dos
personagens
e
muito
menos
a
moral
da
história
(não
se
troca
amigos
por
dinheiro
e
fama).
A
produção,
utilizando
a
técnica
de
Stop
Motion
(criada
em
1906), que
fotografa
quadro
a
quadro,
também
usada
nas
outras
realizações
do
estúdio
Aardman,
é
o
que
mais
impressiona
no
longa.
Em
meio
a
essa
atual
geração
Pixar
e
ao
uso
recorrente
de
métodos
cada
vez
mais
avançados
da
imagem
digital,
o
estilo
artesanal
e
o
uso
das
técnicas
primitivas,
porém
de
qualidade
absoluta,
agrega
valor
e
enriquece
a
produção.
É
claro
que
o
processo
de
realização
do
filme
está
atrelado
ao
auxílio
de
uma
alta
tecnologia,
a
perfeição
das
imagens
não
nega.
Entretanto,
é
a
complexidade
de
uma
animação
feita
com
maquete
de
gesso,
plástico
e
madeira
e
bonecos
de
“massinha”,
que
encanta.
Pensar
em
cada
detalhe,
nos
vários
tipos
de
sobrancelhas,
olhos,
mãos
e
nas
250 bocas
criadas
apenas
para
o
protagonista,
faz
o
filme
ser
mais
belo
aos
olhos
do
espectador.
Isabela Almeida

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